Eletrocão

R$10,00

“Eletrocão”

2018 – 700 x 1000 mm.

Descrição

O Eletrocão certamente tem história.

Há muitos anos, em Salvador-Bahia, na localidade de Itapoã, mais precisamente no Alto do Coqueirinho, resolvi pintar com tinta acrílica. Na época eu pensava que a tinta acrílica fosse algo de plástico, artificial, fácil e com um brilho desagradável. Era uma tinta feita para quem não soubesse pintar com óleo, na minha louca cabeça antiquada.

Qualquer animal que chocasse o público

Foi numa chapa de eucatex que então passei uma demão de tinta branca (látex + acrílica), para posteriormente desenhar o que quer que fosse. No caso, um animal. Pintar animais era minha maior ambição naquele momento.

Seria um de quatro patas. Eu estava evoluindo na arte da representação de animais. Seres inventados. Manchinhas na pele, dentes, olhos, narinas. Caudas, cristas, pelinhos. Todas essas coisas que têm os animais eu queria ajuntar na mesma pintura.

Eis que pronto meu irmão deu o nome: “Eletrocão”

Esta pintura era mais ou menos grande, tinha mais de um metro de comprimento, e a guardei por alguns anos. Depois cansei e quis vendê-la por cinco reais para um colega músico que enxergou ali uma grande oportunidade de negócio. Alguns anos depois este mesmo amigo teve de fugir da casa que então habitava, deixando para trás o Eletrocão.

Hoje ninguém sabe onde esta pintura foi parar.

Como eu gostasse muito dessa pintura de paradeiro desconhecido, favorecido pela tecnologia, sobre uma foto, fiz uma arte que lembra o eletrocão no que ele tinha de melhor. Tudo open source. Tudo no Gimp e no Inkscape.

E hoje posso dizer que fiquei chocado quando percebi que menosprezei a arte digital da mesma forma que menosprezei a técnica da pintura acrílica.

É sempre assim: A pré-tensão te prostra sobre suas quatro patas e depois te deixa chocado.

Ninguém aqui vive nu

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