AUSONIA CARMINA

ausonia carmina

Versos Latinos de Mendes de Aguiar

Publicado em 1926, o Ausonia Carmina, de Joaquim Mendes de Aguiar, ganha em 2019 nova edição. Um projeto da mini-editora independente de auto-publicação PCbooks (Passarinho Colorido Livros).

Faz parte do Ausonia a tradução latina do nosso Hino Nacional, o Hymnus Brasiliensis. Esta é uma tradução homeométrica, uma demonstração incontestável da virtuose de Joaquim Mendes de Aguiar. Faz parte desta edição também um resumo de um estudo da autoria de Francisco José Braga, do https://bragamusician.blogspot.com/, cujo objeto é a homeometria do Hymnus.

O Ausonia Carmina – Versos Latinos de Mendes de Aguiar, está disponível no CLUBE DE AUTORES e na AMAZON.

Acompanhe, se puder, nossa página de auto-publicação https://passarinhocolorido.com/autopublicacao/

Floriano Brito em seu “juízo crítico”, sobre Joaquim Luis Mendes de Aguiar:

“Ouvindo-lhe uma das odes, tem-se a magica impressão de um dilatado recúo no tempo e no espaço. Não é um contemporaneo, que nos está declamando pentametros ou hexametros da sua lavra. É um vate contemporaneo de Mecenas, que, com a toga artisticamente atirada sobre os hombros e a fronte cingida de louro, nos lê o derradeiro carme composto em honra de um amigo dilecto ou o ultimo hymno entoado ás omnipotentes divindades de Roma. E prolonga-se o sonho acordado e continúa a maga resurreição das éras mortas: ouve-se a vozearia do povo no Colyseu, vê-se o desfile dos legionarios, palmilha-se o pó da via Appia, escuta-se a voz augusta de Cicero no Senado, estrugem as delirantes ovações com que é recebido o imperator victorioso na urbs imortal.”

Mônicas deformadas nos muros das escolinhas

mônicas deformadas

As mônicas deformadas nos muros das escolinhas  são monstruosas.

Elas marcaram minha memória com sonhos intranqüilos. Talvez eu tenha optado pela profissão do artista no intuito de corrigir tanta barbaridade. Sempre que eu passava pelo muro de alguma escolinha e me deparava com uma Mônica deformada minha vontade era parar tudo e repintar o muro.

Não precisaria ficar lindo. Bastaria se não fossem tão horripilantes. Porque alguém teria gastado tempo e dinheiro para fazer algo como aquilo? Até um suprematista russo qualquer faria melhor pintura.

Eu teria de descobrir uma outra forma de conviver com esta loucura.

Uma avalanche de Mônicas deformadas

Eu nunca repintei esses horríveis personagens das portas das escolinhas. Seria impossível remediar o irremediável e conter esta verdadeira avalanche de feiura. A vida seguiu. No ano de 1998, porém, uma assombrosa imagem surgiu na minha frente. Era ela, mas em versão piorada. Sim, eu mesmo havia pintado uma Mônica deformada. Foi como anos de terapia transcorridos em uma fração de segundo. Não pude repintar todas as Mônicas do mundo, mas fiz com que elas, por comparação, se tornassem mais belas.

Quem poderia imaginar que a Mônica deformada poderia ser ainda mais feia?

Veja com seus próprios olhos:

Pois que me vi diante de uma super-comédia, gênero que o próprio Aristóteles desconheceu.

É algo maravilhoso que esta antiga aquarela esteja disponível para a impressão no sítio do Passarinho Colorido.

Creio que seja do interesse de todos, pois que o ser humano tem prazer em contemplar imagens bizarras quando em exatas reproduções. Sendo você filósofo ou não, encontrará grande satisfação em contemplar nossa “Mônica”  a partir do conforto de sua residência, sem ter de se perder pelos trágicos muros das escolinhas infantis.

Eis que me aprofundando nessa apaixonante pesquisa descobri uma página de Facebook que reúne uma impressionante coleção de Mônicas, a  “Mônicas deformadas nos muros das escolinhas“. Nós do Passarinho Colorido recomendamos fortemente esta leitura.

É bom notar que o mundo está concertado.

 

 

SANTA LIDUÍNA DE SCHIEDAM

passarinho colorido

Santa Liduína de Schiedam (1380-1433) viveu na Holanda, na época do Grande Cisma, uma época em que a Igreja vivia o tormento de estar dividida entre dois antipapas. Aos quinze anos quebrou a costela, o que a levou para a cama de onde não mais sairia. Suas doenças misteriosas, até então tidas como naturais, logo revelaram uma origem sobrenatural. Segundo revelações de Anne Catherine Emmerich, ela estava sofrendo voluntariamente expiação pelo bem da Igreja. Sua condição ficou tão ruim que seu corpo praticamente se dividiu em três partes, refletindo simbolicamente a situação da Igreja. Liduína não comia, foi muitas vezes arrebatada pelo êxtase, e manifestou numerosos fenômenos místicos, como por exemplo a emanação de um delicioso e pronunciado perfume. Sua história garante uma leitura inspiradora e fascinante, porque Liduína está entre as vítimas mais heroicas de todos os tempos.

Disponível no CLUBE DE AUTORES e na AMAZON

Acompanhe, se puder, nossa página de auto-publicação

Eletrocão – O cão que não polui

eletrocão

O Projeto Eletrocão

Eletrocão é sem dúvida o único nome que a criatura poderia ter. Ontem mesmo cheguei em Tóquio, depois de uma extenuante viagem. Com tanta coisa interessante para se fazer em uma cidade como esta, tenho apenas uma coisa em mente: conhecer pessoalmente este animal que é de carne e osso mas que se alimenta de eletricidade.

Há alguns meses que fiquei sabendo dessa inacreditável notícia. Nasceria de uma cadela comum um cãozinho incomum, elétrico. A pesquisa seria produto de um frutuoso intercâmbio científico entre universidades canadenses e japonesas. Após dois anos de muitas teorias e experiências, finalmente, os cientistas decidiram executar o projeto em solo japonês. Pelas minhas contas, o eletrocão tem agora em torno de cinco meses de idade.

Kumiko Mori, a “dona”, por assim dizer, do eletrocão, é uma japonesinha muito simpática que me recebeu no hall do hotel, com o bichinho na coleira. Ela disse sorrindo que o Eletrocão seria o único cachorro do mundo a quem era permitido circular por aquelas luxuosas dependências, já que não urinava nem defecava.

Encontro com Kumiko

– Come, sweetie, come here! O extraordinário cachorro vinha então abanando o rabo todo contente. Kumiko disse então que a bateria do cachorro estaria para acabar, e que a entrevista deveria ser breve. Assim foi nossa conversa:

– Kumiko. Como o eletrocão funciona?

– Ele é, aparentemente, um cachorro comum. O Eletrocão não funciona, ele vive, na verdade. Todavia, nosso eletrocãozinho é geneticamente modificado. Ele não se alimenta de ração, mas sim de eletricidade. O estômago dele tem mais dobras que o normal, e lhe serve de bateria. É muito simples: o ácido clorídrico do estômago do eletrocão armazena eletricidade.

– E como você o recarrega? Pelo ânus? Realmente…

– Não! Esta é a parte mais difícil. Ele dorme numa casinha magnética. Às vezes, principalmente quando ele fica muito feliz, e abana demais o rabo, gasta a energia toda e desmaia. Este é um problema que pretendemos resolver. Talvez se ele não abanasse tanto o rabo… Mas enfim. Quando isto acontece, não há outro jeito. Pego-o no colo, e o deito em sua caminha. Ligo por fim o campo magnético e em cinco horas ele está pronto pra outra.

– Sabe o que acho mais incrível, Kumiko? Ele absolutamente não faz cocô!

– Nem xixi.

– Infelizmente ele custa muito caro, e por isso ainda não está à venda. Gastamos milhões de dólares com o Projeto Eletrocão. No futuro, é o que esperamos, as crianças poderão ter seus cachorrinhos sem que seja necessário ficar catando cocô no quintal.

– Muito bom, Kumiko! Parabéns pela iniciativa. Acho que o cachorro morreu!

– Ele apenas desligou. Pois bem. Tenho que ir agora. Você pode comprar na internet um retrato do Eletrocão, na PASSASTORE, a loja virtual do Passarinho Colorido. Colabore com nossa importante pesquisa!

– Obrigado. Obrigado. Sayonara.

 

 

 

Acidente de avião na ilha de Kokomo

kokomo

Kokomo. Pacífico central. Nuvens brancas rolam pelo céu de brigadeiro. Um avião cargueiro, cheio de galinhas e vacas, perde uma turbina e todo o controle. Tranquila, apesar de tudo, a comandante da aeronave Clara Mendes, 38, tentou fazer um pouso forçado nas águas que circundam este paraíso tropical. “Eu vi a cara da morte, o desastre aconteceria de qualquer maneira!” Ela comenta sorrindo.

A sorte é que as ondas amorteceram o impacto da aeronave, que surfou gentilmente até as areias brancas da praia. Toda a tripulação sobreviveu intacta e sem ferimentos.

Duas vacas e cinco galinhas, porém, acabaram morrendo de susto. Isto veio muito a calhar. A morte dos animais proporcionou aos habitantes de Kokomo um divertido churrasco. E os sobreviventes cantaram e se divertiram noite adentro.

A notícia que se tem, desde então, é que ninguém mais quer ir embora do local. Surpreendentemente, o que hoje se oferece ao turista é uma confortável infraestrutura. Na Kokomo atual há uma série de bons restaurantes, de pousadas com tevê e ar condicionado, de massagistas bronzeadas e drinks de guarda-chuvinha. Visite Kokomo. E faça sua reserva de seu pacote na LOJA VIRTUAL do PASSARINHOCOLORIDO.